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Mãe vende donuts em ônibus para comprar cadeira para filho com paralisia cerebral: 'Propósito de Deus'

Carolina Almeida da Silva, de 38 anos, vende donuts em ônibus de Santos para complementar renda para o filho com paralisia cerebral. Arquivo Pessoal Uma mãe atí...

Mãe vende donuts em ônibus para comprar cadeira para filho com paralisia cerebral: 'Propósito de Deus'
Mãe vende donuts em ônibus para comprar cadeira para filho com paralisia cerebral: 'Propósito de Deus' (Foto: Reprodução)


Carolina Almeida da Silva, de 38 anos, vende donuts em ônibus de Santos para complementar renda para o filho com paralisia cerebral. Arquivo Pessoal Uma mãe atípica encontrou nos trajetos de ônibus em Santos, no litoral de São Paulo, uma forma de complementar a renda e ajudar a comprar uma cadeira de rodas adaptada para o filho. Carolina Almeida da Silva, de 38 anos, vende cake donuts durante os deslocamentos para as terapias de Lucas, de 14, que tem paralisia cerebral. Carolina é a única responsável pelos cuidados do menino e relatou que a rotina é intensa. Segundo ela, apesar das dificuldades, encontra forças no amor por Lucas e na luta pelos direitos do filho. “Enquanto Deus me permitir ser suas pernas, seus braços e sua voz, farei o que for possível para vê-lo feliz e saudável", disse ela. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Agora no g1 Rotina da família Há dois anos, Carolina decidiu empreender e comprou uma máquina para produzir os cake donuts (feitos com massa de bolo). Ela aproveita para oferecer os doces nos ônibus enquanto acompanha Lucas nas sessões de terapia. A rotina do adolescente inclui fisioterapia, terapia ocupacional, musicoterapia, fonoaudiologia, equoterapia e hidroterapia, além de consultas médicas. Como não tem com quem deixar o filho, Carolina encontrou nas vendas uma forma de trabalhar durante os deslocamentos. “Como não posso trabalhar com registro e não tenho com quem deixar o Lucas, faço essa renda extra quando saio com ele”, explicou. Segundo Carolina, a família vive de benefícios e recebe auxílio-aluguel. Em agosto de 2025, os dois moravam em um barraco no Caminho São Sebastião, uma favela sobre palafitas que foi atingida por um incêndio. Atualmente, vivem de aluguel no bairro Santa Maria, em Santos. A mãe afirmou que, além das despesas com moradia e alimentação, os custos relacionados aos cuidados do filho também são altos. "Tudo para uma pessoa com deficiência é caro", disse. Lucas (à esq.) precisa de uma nova cadeira adaptada para as suas necessidades. Arquivo Pessoal Cadeira adaptada A cadeira de rodas que Lucas utiliza atualmente foi doada à família e não foi confeccionada especificamente para ele. Por isso, Carolina busca um equipamento que ofereça o suporte necessário e seja planejado de acordo com as características do adolescente. Lucas não possui controle cervical, da cabeça e do tronco, e passa boa parte do dia na cadeira. Ele também passou por uma cirurgia no quadril e possui diferença no comprimento das pernas. Essas condições precisam ser consideradas na fabricação do novo equipamento. “Tudo será adaptado para a necessidade e o conforto dele, até porque ele passa boa parte do tempo na cadeira”, relatou. Arrecadação de recursos Entre os recursos necessários está o cinto de tórax, que também deverá ser adaptado. Segundo Carolina, uma cadeira com tudo que é necessário pode custar entre R$ 18 mil e R$ 28 mil. Como considera difícil alcançar esse valor rapidamente, ela também procura alternativas com fornecedores para encontrar um modelo mais acessível, mas que atenda às necessidades do filho. Até o momento, Carolina conseguiu arrecadar quase R$ 12 mil. A mãe continua divulgando a campanha e conta com o compartilhamento da história para conseguir chegar ao valor necessário. Carolina ressaltou que faz o possível para garantir que o filho tenha qualidade de vida e seja incluído na sociedade. “É cansativo, não sou de romantizar. Mas tenho total consciência de que tudo faz parte de um propósito de Deus. Eu amo tanto esse menino. Me exponho de todas as formas para pedir ajuda, para lutar pelo direito dele, pelo espaço dele na sociedade.” Carolina vende donuts durantes os trajetos de ônibus quando leva Lucas para as terapias. Arquivo Pessoal VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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