VÍDEO: Polícia prende dono de oficina de costura suspeito de torturar e bater em trabalhador na Zona Leste de SP
Polícia prende dono de oficina de costura suspeito de torturar e bater em trabalhador Um homem de origem boliviana foi preso em flagrante pela Polícia Civil d...
Polícia prende dono de oficina de costura suspeito de torturar e bater em trabalhador Um homem de origem boliviana foi preso em flagrante pela Polícia Civil durante uma ação realizada nesta quarta-feira (19) em uma oficina de costura na Vila Silvia, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a investigação, o local é vinculado à empresa Confecções Bustillos Ltda., representada por Carlos Bustillos Nascimento, o dono da empresa, que foi detido. Durante as diligências, policiais do 24º Distrito Policial, da Ponte Rasa, encontraram diversos trabalhadores estrangeiros que moravam e trabalhavam no local. A investigação identificou indícios dos crimes de redução de pessoa à condição análoga à escravidão, perigo para a vida ou saúde dos trabalhadores, sonegação de contribuição previdenciária e tortura. Carlos Bustillos Nascimento, o dono da oficina de costura, foi preso em flagrante por agressão e tortura Reprodução/TV Globo Segundo a polícia, um inquérito policial foi instaurado especificamente para investigar o crime de tortura. A principal vítima é Fernando Herbert Lima Copana, que relatou ter sido agredido pelo investigado com socos e cabeçadas. Um vídeo foi descoberto pela polícia e mostra Carlos Bustillos Nascimento agredindo o rapaz. Segundo o depoimento, outros trabalhadores também teriam sido submetidos a agressões e castigos sob a autoridade do investigado. Pedido de prisão temporária A polícia afirma ter reunido declarações da vítima, vídeos que registram as agressões e uma admissão parcial do investigado sobre uma agressão física contra um do trabalhadores da oficina. Também foi solicitado exame pericial para verificar possíveis vestígios físicos e psicológicos compatíveis com tortura. Além da prisão em flagrante, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária de Carlos Bustillos Nascimento por 30 dias. Segundo a representação, a medida é necessária "diante da gravidade dos fatos, do receio manifestado pela vítima, da necessidade de proteção das testemunhas e para garantir a coleta das provas". As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas, ouvir testemunhas, analisar as mídias apreendidas e aguardar os laudos periciais solicitados.