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Tarcísio 'perdeu a confiança da Polícia Civil' e Derrite 'desorganizou a PM', diz Haddad

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante entrevista à rádio TMC de São Paulo. Reprodução/Youtube/TCM O pré-candidato...

Tarcísio 'perdeu a confiança da Polícia Civil' e Derrite 'desorganizou a PM', diz Haddad
Tarcísio 'perdeu a confiança da Polícia Civil' e Derrite 'desorganizou a PM', diz Haddad (Foto: Reprodução)

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante entrevista à rádio TMC de São Paulo. Reprodução/Youtube/TCM O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta quarta-feira (6) as ações do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na segurança pública. A área ganhou centralidade nos debates tanto da direita quanto da esquerda por ser considerada uma das maiores preocupações pela população. Segundo o petista, a gestão do seu futuro adversário na eleição de outubro foi marcada, até aqui, por decisões erradas e promessas não cumpridas dentro das polícias Civil e Militar. O g1 procurou o Palácio dos Bandeirantes para saber se o governador pretende se manifestar sobre as declarações de Haddad e aguarda retorno. Vídeos em alta no g1 “Ele [Tarcísio] perdeu a confiança da Polícia Civil. Não cumpriu palavra, prometeu que o salário dos delegados ia ser um dos primeiros...", afirmou em entrevista à rádio TMC de São Paulo. Em março, foram aprovados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que prevê reajuste salarial de 10% para as polícias Militar e Civil em 2026 e outro que propõe mudanças no plano de carreira da Polícia Civil. A discussão sobre a reestruturação das carreiras se arrastava havia mais de dois anos, e o envio dos textos pelo Executivo ocorreu após pressão de representantes da categoria. Haddad criticou ainda Tarcísio por ter se posicionado contra a chamada PEC da Segurança Pública, aprovada na Câmara e que ainda aguarda votação no Senado. A medida prevê um sistema único com atuação descentralizada entre União, estados e municípios. "O maior erro do governador foi ser contra a PEC da Segurança Pública. Não existe chance de combatermos o crime organizado desorganizados. Não tem chance. E ele, ao não entender o gesto que o presidente Lula fez, ao criar uma situação em que a colaboração se torna regra, não exceção, ele jogou oportunidade de ouro no lixo", declarou. Guilherme Derrite (PP), que foi secretário de Tarcísio na Segurança Pública e disputará uma vaga no Senado por São Paulo, também foi alvo de críticas do petista. "O Derrite desorganizou a Polícia Militar, a maneira como que ele deu as promoções... Inclusive o governador e o Derrite andaram se estranhando por conta da bagunça que ele [Derrite] fez. Fez uma grande bagunça. Tentou atrapalhar a lei anti-facção do governo federal como relator. Depois, o Senado tentou corrigir e saímos mais ou menos bem do outro lado da piscina”, afirmou Haddad. Ele disse ainda que "as polícias militar e civil [estão] insatisfeitas não só por falta de recursos, mas também do ponto de vista da gestão e da hierarquia das polícias. Houve uma mudança com o [Guilherme] Derrite que causou grande problema para as corporações". A lei antifacção, que estabelece diretrizes para o enfrentamento de facções criminosas foi sancionada em março por Lula. Derrite, que era o relator, apresentou diversas versões do seu parecer, o que gerou a percepção de falta de consenso sobre o texto. Sobre a reestruturação das carreiras da Polícia Militar paulista, a Alesp aprovou em março um projeto que recebeu críticas de especialistas e entidades por concentrar a maior parte dos agentes em níveis iniciais da carreira, enquanto as vagas de progressão são significativamente reduzidas, dificultando a progressão de carreira. Em um parecer, a Comissão de Segurança Pública da OAB-SP afirmou que o projeto apresenta omissões e inconsistências que podem comprometer a eficiência da corporação e ampliar desigualdades internas, especialmente ao não garantir perspectivas de progressão para a maior parte dos policiais da base. O documento também aponta que a proposta amplia a margem de decisão do Executivo na definição da distribuição de cargos e promoções, o que pode abrir espaço para interferências político-partidárias. Além disso, critica a ausência de previsão de políticas voltadas à saúde mental dos policiais. A reportagem também procurou a assessoria de Derrite para saber se ele quer se posicionar sobre as declarações de Haddad e aguarda um retorno. Finanças Na entrevista à rádio o petista também criticou as finanças do estado sob a administração do atual governador do Republicanos e afirmou que a alta popularidade dele é reflexo da falta de conhecimento da opinião pública sobre a situação do estado. "O caixa do estado está baixo. Ele está consumindo o caixa do estado. E você diz: ‘são grandes obras’. Mas cadê as obras? Ele anuncia contrato. O contrato do túnel. O contrato do trem. O contrato do Centro, mas não tem entrega. É um governo com alta aprovação e baixo desempenho", disse. Resposta de Tarcísio O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (5) no Palácio dos Bandeirantes. Reprodução/GloboNews Na terça-feira (5), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio já havia criticado as falas recorrentes de Haddad sobre a situação fiscal do estado e sobre o empréstimo de R$ 15 bilhões que a Alesp autorizou o governo paulista a obter junto a bancos nacionais e internacionais. "Era só o que faltava o Haddad vir falar de política fiscal do estado de São Paulo. Tá de brincadeira. O cara que quebrou o Brasil vai falar do estado de São Paulo? Eu teria vergonha de falar um negócio desses", afirmou Tarcísio. "O legado do Haddad no governo federal: sete pontos a mais da relação dívida-PIB, maior carga tributária da história, uma 'renca' de pessoas endividadas. Uma quantidade enorme de empresas em recuperação judicial, a segunda maior taxa de juro real do mundo. Mais de R$ 10 tri de dívida. E esse cara realmente quer falar de fiscal? Faça me o favor... dá um tempo pra mim...", declarou.

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