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Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP

Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, anunciou nesta s...

Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP
Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP (Foto: Reprodução)

Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, anunciou nesta sexta-feira (20) que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo a ministra, o último dia à frente da pasta deve ser 30 de março. Eloy Terena, secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, deve assumir o cargo após a saída de Sônia. Em entrevista, a ministra falou sobre sua gestão e sobre os desafios dos últimos três anos, como o enfrentamento com o movimento indígena “Eu acho que [o legado] é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”. Sônia afirmou ainda que, por vezes, não entendia a paralisação de demarcações, que tem como pano de fundo o impasse jurídico entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso. Enquanto os ministros do Supremo negaram por maioria o marco temporal, o Congresso aprovou a lei sobre o tema. Ministra Sônia Guajajara anuncia que deixará ministério para concorrer a deputada federal por SP Paula Paiva Paulo/g1 O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) foi criado em janeiro de 2023, no começo do terceiro governo Lula (PT). O objetivo foi levar a questão indigenista ao primeiro escalão do Executivo, uma promessa do presidente, buscando garantir os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias, assumindo a gestão direta de políticas de demarcação e a proteção de povos isolados. Sônia destacou um avanço que considerou significativo nas políticas territoriais, com a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos. O balanço supera o total da década anterior, que registrou 11 homologações. Segundo o ministério, o cronograma de retomada teve início em 2023, com seis áreas oficializadas em abril daquele ano: Arara do Rio Amazônia (AC), Kariri Xocó (AL), Rio dos Índios (RS), Tremembé da Barra do Mandaú (CE), Uneiuxi (AM) e Ava Canoeiro (GO). Em setembro do mesmo ano, foram Rio Gregório (AC) e Acapuri de Cima (AM). Em 2024, o ministério afirma que as ações contemplaram as TIs Cacique Fontoura (MT) e Aldeia Velha (BA) em abril, além de Potiguara de Monte-Mor (PA), Morros dos Cavalos (SC) e Toldo Imbu (SC) em dezembro. Em 2025, o Ceará recebeu três novas áreas homologadas em agosto (Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas), durante a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas. Em novembro, durante a COP 30, em Belém, houve a homologação de quatro territórios: Kaxuyana-Tunayana (PA/AM), Parecis (MT), Uirapuru (MT) e Manoki (MT).

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