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Preso pela 2ª vez, advogado com registro na OAB suspenso é suspeito de chefiar quadrilha de fraudes judiciais e financeiras

Advogados são presos em SP em operação contra fraudes judiciais e financeiras O advogado Klaus Philipp Lodoli, preso em Ribeirão Preto (SP) nesta quarta-fei...

Preso pela 2ª vez, advogado com registro na OAB suspenso é suspeito de chefiar quadrilha de fraudes judiciais e financeiras
Preso pela 2ª vez, advogado com registro na OAB suspenso é suspeito de chefiar quadrilha de fraudes judiciais e financeiras (Foto: Reprodução)

Advogados são presos em SP em operação contra fraudes judiciais e financeiras O advogado Klaus Philipp Lodoli, preso em Ribeirão Preto (SP) nesta quarta-feira (6) em uma operação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), é suspeito de chefiar uma quadrilha com outros advogados que praticavam fraudes judiciais e financeiras. O grupo, apontam as investigações, usava dados pessoais das vítimas para ajuizar ações judiciais, muitas vezes sem que elas soubessem da prática. Nessas ações, eram exigidas supostas diferenças de expurgos inflacionários decorrentes dos planos Collor, Verão e Bresser, o que gerou prejuízo milionário a instituições financeiras (veja abaixo detalhes). 🔎 Expurgos inflacionários são parcelas da inflação real que não foram aplicadas na correção de ativos financeiros ou salários durante a transição de diferentes planos econômicos no Brasil, especialmente entre as décadas de 80 e 90, como os planos Collor, Verão e Bresser. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Klaus já havia sido preso pela primeira vez em 2018 por crimes semelhantes, mas estava em liberdade. Desde então, no entanto, ele está com registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso. Apesar disso, segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, junto ao Ministério Público (MP), Klaus era um dos chefes do grupo criminoso, ao lado da esposa, Daiane Cristina Rosa, também alvo da operação nesta quarta-feira. A suspeita se dá porque empresas de fachada criadas para atrair vítimas eram abertas no nome de Daiane. Presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB de Ribeirão Preto, Paulo Martins Cason citou as possíveis consequências profissionais aos investigados, entre elas, inclusive, a exclusão do registro na entidade. "Se de fato ficar comprovado que, mesmo com a OAB suspensa, continuou fazendo atividades, pode sofrer uma sanção ético-disciplinar. Se houver também o envolvimento de algum advogado inscrito de forma ativa, ele também sofrerá as consequências. É aberto um procedimento ético-disciplinar dentro da OAB para avaliar as condutas de cada um", destaca. O g1 e a EPTV tentaram contato com as defesas dos investigados, mas não obtiveram retorno até a última atualização desta reportagem. Klaus Philipp Lodoli e Daiane Cristina Rosa, alvos de operação contra fraudes judiciais e financeiras, em Ribeirão Preto Reprodução/EPTV Advogados presos Ao todo, nesta quarta-feira, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Igarapava (SP) e Sertãozinho (SP). As prisões ocorreram no âmbito da segunda fase da Operação Têmis. A primeira fase aconteceu em 2018, quando as investigações constataram golpes que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias. Os alvos dos mandados de prisão nesta quarta-feira são: Klaus Philipp Lodoli Rafael de Jesus Moreira Carlos Renato Lira Buosi Daiane Cristina Rosa Carine Costa e Silva Araújo Donizete Gomes da Silva Dentre eles, Klaus, Rafael, Carlos Buosi e Carine são advogados. Na chegada à delegacia, Carlos disse estar tranquilo e que irá provar a inocência. "Estou tranquilo, não tem nada de mais, vou provar que essa acusação quanto à minha pessoa é infundada." Carlos Renato Lira Buosi, advogado preso em operação contra fraudes em Ribeirão Preto Reprodução/EPTV Em nota, a OAB informou que a Comissão de Prerrogativas acompanhou as diligências para assegurar o respeito às prerrogativas profissionais dos envolvidos. A entidade destacou também que dispõe de instâncias próprias para apuração de eventuais condutas ético-disciplinares de inscritos. "A entidade segue acompanhando os desdobramentos do caso e reafirma seu compromisso com a legalidade, as prerrogativas da advocacia e a regular apuração dos fatos", complementou. Segundo o Ministério Público, os alvos da operação são considerados essenciais à estrutura da organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em residências, empresas e escritórios de advocacia dos suspeitos. Entre as apreensões estão quatro veículos, além de documentos, computadores e celulares, que serão analisados. Além disso, a Justiça também determinou a suspensão do exercício da advocacia dos profissionais investigados, a suspensão das atividades de pessoas jurídicas utilizadas para os crimes e o bloqueio de bens e valores, com o objetivo de assegurar a reparação de danos e impedir novas fraudes. Operação prende advogados suspeitos de fraudes em Ribeirão Preto, SP Série de fraudes As novas investigações revelaram indícios de um esquema para a captação ilegal de pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, e uso indevido dos dados pessoais dessas vítimas para o ajuizamento de ações judiciais, muitas vezes sem que elas soubessem da prática. Ainda de acordo com as apurações, o grupo se utilizava de empresas de fachada e para promover demandas judiciais fraudulentas. O esquema também levou à distribuição de milhares de ações judiciais em diversas comarcas do país, complementou o MP. Os investigados devem responder por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual, lavagem de dinheiro e violação de sigilo de dados. 1ª fase da Operação Têmis Deflagrada em janeiro de 2018, em Ribeirão Preto, a primeira fase da Operação Têmis identificou fraudes judiciais que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias. Dez pessoas foram acusadas de envolvimento no esquema, entre elas quatro advogados. Segundo o MP, os envolvidos conseguiam ilegalmente dados de clientes de bancos e entravam com ações judiciais exigindo supostas diferenças de expurgos inflacionários decorrentes dos planos Collor, Verão e Bresser, sem que essas pessoas soubessem. Com a relação de correntistas em mãos, assim como os números das contas bancárias e os respectivos valores depositados na década de 1990, os investigados saíam à procura de homônimos residentes na região de Ribeirão Preto para usá-los nas fraudes. As vítimas assinavam procurações em meio a outros documentos, sem nenhum conhecimento. Inadimplente, a maioria dessas pessoas era abordada pelos advogados ou por intermediários deles, com a promessa de conseguirem quitar as dívidas. O advogado Klaus Philipp Lodoli, preso na Operação Têmis em Ribeirão Preto, em 2018 Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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