Mulheres na faixa dos 45 a 49 anos e com ensino médio completo são a maioria dos eleitores em Marília
Perfil do eleitorado de Marília: maioria é formada por mulheres de 45 a 49 anos As mulheres na faixa etária dos 45 aos 49 anos e com ensino médio completo s...
Perfil do eleitorado de Marília: maioria é formada por mulheres de 45 a 49 anos As mulheres na faixa etária dos 45 aos 49 anos e com ensino médio completo são a maioria dos eleitores aptos a votar nas eleições presidenciais de outubro deste ano em Marília (SP). Dos 172.570 eleitores da cidade, 93.071 são mulheres, o que corresponde a 53,93% do total. Entre as mulheres, 9,8% delas estão na faixa dos 45 aos 49 anos, é o maior percentual entre as faixas etárias. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Mulheres são a maioria entre os eleitores em Marília Paulo Pinto/Agência Brasil/Arquivo O perfil do eleitorado pode dar indicações de como a votação pode se configurar na cidade, mas existem outros componentes importantes a serem considerados durante a campanha eleitoral, como aponta o professor do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Unesp de Marília, Jair Pinheiro. “A mulher na sociedade desfruta hoje de uma grande acessibilidade e isso significa que o candidato que tiver uma boa imagem junto a esse eleitorado tende a ter alguma vantagem. Mas a gente não pode esquecer que uma campanha eleitoral, como o próprio nome indica, é uma campanha. Então, ele tem variáveis que não se controlam. Variáveis que oscilam a cada momento da campanha”, afirma. LEIA TAMBÉM Com 83,9 milhões de títulos, 52,8% do total, eleitorado feminino segue como o maior do país Bauru registra redução no número de eleitores pela primeira vez nos últimos dez anos Número de eleitores com até 18 anos tem queda em relação a 2022; eleitorado acima de 60 anos cresce 13% Os dados podem repercutir, em uma primeira análise, no impacto que políticas públicas voltadas a essa parcela da população têm nas escolhas eleitorais, em especial, temas que estão em alta, como a questão da segurança e proteção dessas mulheres. “Esse eleitorado feminino pode, em princípio, ter uma tendência a adotar posturas mais progressistas, em razão de questões como, a palavra não é a mais adequada, mas de uma “epidemia” de violência contra a mulher que vivemos. Mas a gente sabe que também há correntes de opinião que tentam descaracterizar o fenômeno ou dissolvê-lo para outras causas”, completa o professor. Professor Jair Pinheiro analisa o perfil do eleitorado de Marília Arquivo pessoal Idosos em crescimento Os dados do TSE mostram ainda que o eleitorado a partir de 60 anos registrou um crescimento entre a última eleição, em 2024, e as eleições deste ano, como um reflexo também do envelhecimento da população brasileira de maneira geral. Em 2024, 43.798 eleitores com 60 anos ou mais estavam aptos a votar em Marília. Esse número subiu para 47.529 em 2026, um crescimento de 8,5%. Na comparação com as eleições presidenciais anteriores, em 2022, o crescimento foi de 3,3%. Nessas eleições, chama atenção a faixa etária de 70 a 74 anos, justamente a faixa em que o voto passa a ser facultativo. Essa faixa foi a que teve o maior crescimento nos últimos quatro anos. Em comparação às últimas eleições presidenciais, de 2022, o crescimento nessa faixa foi de mais de 16%, passando de 8.180 eleitores em 2022 para 9.499 em 2026. Ao contrário da maioria do eleitorado, formado por mulheres na faixa dos 40 anos, os eleitores idosos têm tendência a se identificar com ideias mais conservadoras, embora o professor da Unesp reforce que são tendências que, muitas vezes, podem não refletir diretamente nos resultados das eleições. “Esse eleitorado, até pela faixa etária, têm uma formação moral diferente daquela que prevalece na sociedade hoje. A gente pode especular o seguinte, esse eleitorado pode estar sendo mobilizado, subjetivamente falando, por um discurso de defesa de certas premissas, de certos princípios morais. Mas isso é uma especulação que só pode ser confirmada ou não pelas próximas pesquisas”, pontua. Número de idosos aptos a votar aumentou nos últimos anos Érico Andrade/g1 Queda na adesão dos jovens Outro dado apontado no levantamento do TSE é a redução dos jovens na faixa etária dos 16 aos 17 anos, quando o voto também não é obrigatório. Na comparação entre os anos de 2022 e 2026, ambas eleições presidenciais, o número caiu de 1.459 eleitores para 826 em Marília. Em 2022, inclusive, houve um pico no número de eleitores aptos a votar nesta faixa etária, foi o maior índice em 10 anos (2016 a 2026). Sobre a relação dos jovens com as escolhas políticas, o professor Jair destaca que o que os diferencia dos idosos é a ideia de esperança no futuro e essa perspectiva que costuma direcionar o interesse pela participação nas eleições. Redução dos eleitores aptos a votar e falta de dados Número de eleitores aptos a votar nas eleições de 2026 diminuiu em relação a 2024 e 2022 Beatriz Santos/ Arte g1 Marília também registrou queda no número total de eleitores aptos a votar na comparação às eleições de 2024 e também de 2022. Neste ano, 172.570 eleitores estão aptos a votar. Em 2024, eram 172.843. A queda entre as duas últimas eleições, sendo uma presidencial e a anterior municipal, foi de 0,16%. Já na comparação entre as eleições presidenciais (2022-2006), a queda foi maior. Em 2022, eram 181.389 eleitores aptos a participar do pleito. A redução em 2026 é de 4,86%. Ainda em relação aos dados do perfil do eleitorado, o professor Jair destacou o fato de poucos eleitores informarem dados com definição de raça/cor. Os dados mostram que 86% do eleitorado não passou informações sobre raça/cor. “É difícil saber, sem um número mais preciso, o quanto esse debate [da autodeclaração étnico-racial], porque esse debate está na mídia o tempo todo por conta de denúncias e tudo mais, e saber o quanto ele está impactando no eleitorado, em números mais precisos”, conclui. Eleições presidenciais Eleições acontecem em outubro deste ano Tribunal Superior Eleitoral/TSE Nas eleições presidenciais deste ano, mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas para escolher os representantes que comandarão o país e os estados nos próximos quatro anos. A votação do primeiro turno ocorre no dia 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário para os cargos Executivos (presidente e governador), está marcado para 25 de outubro. Ao todo, cada eleitor digitará seis votos na urna eletrônica, divididos entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Na esfera nacional, a disputa define a Presidência da República e as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. No âmbito estadual, serão escolhidos os governadores, os deputados estaduais (ou distritais, no Distrito Federal) e duas vagas ao Senado por estado — este ano, a Casa renova dois terços de suas 81 cadeiras. Confira a ordem de votação na urna: Deputado federal (4 dígitos) Deputado estadual ou distrital (5 dígitos) Senador - 1ª vaga (3 dígitos) Senador - 2ª vaga (3 dígitos) Governador e vice (2 dígitos) Presidente e vice (2 dígitos) Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região