cover
Tocando Agora:

Médica está foragida após condenação por tortura em clínica de dependentes químicos de Ribeirão Preto

Polícia procura médica condenada a 17 anos de prisão por tortura Um dos condenados por tortura em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos e...

Médica está foragida após condenação por tortura em clínica de dependentes químicos de Ribeirão Preto
Médica está foragida após condenação por tortura em clínica de dependentes químicos de Ribeirão Preto (Foto: Reprodução)

Polícia procura médica condenada a 17 anos de prisão por tortura Um dos condenados por tortura em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Ribeirão Preto (SP), a médica Maria Tereza Cabrera Bellini é considerada foragida pelas autoridades há mais de dois meses. Sócia-proprietária com a irmã, Mariluci Bellini, e o cunhado, Djalma Henares - recentemente presos em Portugal após entrarem para a lista de procurados da Interpol - ela era a responsável técnica pelo centro de tratamento. Segundo a acusação do Ministério Público, Maria Tereza tinha ciência da manipulação de um coquetel de medicamentos controlados aplicado para manter os pacientes dopados e sem resistência. 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Além disso, foi acusada de intimidar os internos para que não denunciassem a familiares e fiscais as condições da clínica e de fornecer "faixas" para amarrar os pacientes. A médica Maria Tereza Cabrera Bellini, condenada por tortura em clínica de reabilitação para dependentes químicos em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV As denúncias contra o centro de reabilitação motivaram investigações em 2014 que resultaram em uma ação penal com quatro pessoas condenadas a 17 anos e seis meses de prisão pelo crime de tortura e que teve recursos esgotados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) após 12 anos. Com isso, todos os réus se tornaram alvos de mandados de prisão em junho. Djalma Antonio Henares Junior e Marluci Cabrera Bellini Henares, proprietários da clínica, foram listados na Difusão Vermelha da Interpol e acabaram presos em Portugal em julho e são alvos de um pedido de extradição. Além deles, o sobrinho de Djalma e responsável pela função de monitor de segurança, Angelo Bellini Neto, já tinha sido preso em Cravinhos (SP). LEIA TAMBÉM Casal condenado por tortura em clínica no interior de SP se mudou legalmente para Portugal após Justiça negar prisão pedida pelo MP Casal condenado por tortura em clínica de reabilitação de Ribeirão Preto é preso em Portugal Maria Tereza atuava como psiquiatra em Ribeirão Preto e Cravinhos (SP). As autoridades policiais a procuraram nos endereços dela, mas não a encontraram até a última atualização desta notícia. Clínica de reabilitação de Ribeirão Preto denunciada em 2014 por tortura contra pacientes. AcervoEP Por que o processo levou 12 anos? O intervalo entre o início das investigações e as prisões inclui a apuração, a produção de provas em primeira instância, a oitiva de vítimas e os recursos apresentados pelos réus até o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A clínica de reabilitação foi alvo de uma ação do Ministério Público e da Polícia Civil em agosto de 2014, depois de denúncias feitas por ex-internos e familiares. A investigação começou depois que dois ex-internos e as mães deles procuraram a Promotoria para denunciar a clínica, que funcionava no Recreio das Acácias. Segundo o MP, os relatos apontaram agressões com socos e pedaços de madeira, internos amarrados e jogados no chão, castigos psicológicos e uso forçado de medicamento controlado. Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior, condenados por tortura em clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV No dia 5 de agosto de 2014, o Ministério Público e a Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão no local. Dez pacientes foram retirados da clínica, e os agentes apreenderam pedaços de madeira, cordas e faixas. Ao longo do processo, 24 ex-internos foram ouvidos e relataram, além das agressões físicas, castigos, ingestão forçada de medicamento controlado e violência sexual. Em janeiro de 2020, cinco anos e meio depois da operação, o processo ainda estava em fase de produção de provas em primeira instância, conforme despacho publicado no Diário da Justiça. Após a condenação, os réus recorreram. O caso chegou ao STJ, que confirmou a sentença em junho de 2026. Com o trânsito em julgado, ou seja, quando não cabem mais recursos, a Justiça brasileira expediu os mandados de prisão. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

Fale Conosco