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IPTU até 300% mais caro: atualização cadastral faz imposto saltar em Pinhalzinho e revolta moradores

Moradores de Pinhalzinho reclamam de reajuste de até 300% no IPTU Moradores de Pinhalzinho (SP) foram surpreendidos pelo aumento no valor do Imposto Predial, T...

IPTU até 300% mais caro: atualização cadastral faz imposto saltar em Pinhalzinho e revolta moradores
IPTU até 300% mais caro: atualização cadastral faz imposto saltar em Pinhalzinho e revolta moradores (Foto: Reprodução)

Moradores de Pinhalzinho reclamam de reajuste de até 300% no IPTU Moradores de Pinhalzinho (SP) foram surpreendidos pelo aumento no valor do Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU) em 2026. Em um dos casos, o reajuste superou os 300%, passando de R$ 1,8 mil em 2025 para R$ 8 mil esse ano, e, segundo a Prefeitura, a alta ocorreu após uma atualização via georreferenciamento. "A gente fez o voo em todo o município e conseguiu identificar todas as construções irregulares que tinha na cidade. Muitos casos, esses que teve aumento, era porque a pessoa tinha cadastrado no município uma casa de 50m², por exemplo, e hoje tem na construção 300m²", explicou Marcos Roberto Guarizzo, secretário de Obras Infraestrutura de Pinhalzinho. Por que o reajuste ocorreu só em 2026? Em dezembro de 2025 o prefeito Sebastião Zanardi publicou um decreto dizendo que todos os impostos municipais, incluindo o IPTU, teriam uma correção de 4,68% a partir de 2026. No imposto predial territorial, porém, foram somados outros critérios. Segundo o secretário, "nas gestões anteriores, quando a pessoa aprovava o projeto da construção, a Prefeitura não cobrava imposto territorial, que é do terreno. Isso não pode. A legislação obriga cobrar imposto do prédio e do terreno". "Então, não estava sendo cobrado o valor. Estava adotando o valor como R$ 0 em terreno que tinha construção. Provavelmente, nesse caso, é um terreno muito grande, só estava cobrando pela construção, e não pagando pelo terreno". 'Como que vai pagar?' IPTU até 300% mais caro: atualização cadastral faz imposto saltar em Pinhalzinho e revolta moradores Reprodução/EPTV Com o reajuste, moradores como Lázaro Nunes, que é aposentado, afirmam que não terão condições de pagar o imposto. "Que tivesse R$ 4 mil, eu não ia reclamar [...] a gente tem outras despesas, cartão, outras coisas. Somos aposentados, né? Tem gente que ganha salário mínimo. Como que vai pagar? Pagar a metade [de salário] de IPTU, vai comer o que?". "Eu paguei parcelado, foi R$ 655, prestações de R$ 65. [Esse ano] eu fiquei surpreso, assim como todos ficaram surpresos. Um valor de, aproximadamente, R$ 4,1 mil. É um absurdo", comentou o aposentado Jorge Santos, que também ficou assustado com o valor cobrado pela administração municipal neste ano. Cobrança da taxa do lixo também impactou preço Outra reclamação está ligada à taxa de lixo. A aposentada Zuleika Feitosa Pinto conta que não teve essa cobrança em 2025, mas que recebeu no novo carnê. "Levei um susto tremendo. Foi uma coisa absurda. A taxa do lixo veio R$ 1,2 mil [...], não consigo pagar", desabafou a moradora. De acordo com a Prefeitura, não será possível rever o valor neste ano, o que significa que os habitantes da Pinhalzinho terão que fazer o pagamento. Para 2027, no entanto, a administração municipal diz que deve levar à Câmara Municipal um projeto de lei para rever a forma como a tarifa é calculada. "Pela própria lei o código tributário, que é de 1993, ela define que a taxa de lixo deve-se pegar o valor gasto no ano anterior, no exercício anterior, e dividir pela testada dos imóveis da cidade [tamanho da fachada dos imóveis]. Foi isso que ocorreu", explicou o secretário. "O município de Pinhalzinho, no ano passado, arrecadou R$ 500 mil com a taxa de lixo e gastou R$ 2,5 milhões. A gente foi obrigado, nesse ano, a fazer essa atualização. Se tiver alguma informação, algum dado errado, a gente faz a correção". A orientação é para que os moradores que tiverem dúvidas sobre a cobrança procurem a sede da Prefeitura para realizar um novo cálculo. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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