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Estudantes mantêm ocupação da reitoria da USP, citam ninho de pombo em cozinha e pedem melhores políticas de permanência

Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP Lívia Martins/TV Globo Estudantes de diversos cursos mantêm nesta sexta-feira (8) a ocupação do prédio d...

Estudantes mantêm ocupação da reitoria da USP, citam ninho de pombo em cozinha e pedem melhores políticas de permanência
Estudantes mantêm ocupação da reitoria da USP, citam ninho de pombo em cozinha e pedem melhores políticas de permanência (Foto: Reprodução)

Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP Lívia Martins/TV Globo Estudantes de diversos cursos mantêm nesta sexta-feira (8) a ocupação do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) no campus Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. O grupo invadiu o espaço na tarde de quinta-feira (7), durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Os alunos passaram a noite em barracas do lado de fora do prédio e também dormiram em colchões do lado de dentro. À TV Globo, os discentes afirmaram que a universidade cortou a energia e a água da reitoria na manhã desta sexta - informação confirmada pelo g1. Ao menos três policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) estão dentro prédio. Os agentes estão com escudos e parados em um dos acessos da reitoria. Além disso, duas viaturas da Polícia Militar fazem ronda nas proximidades do prédio. O ato cobra a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado. Os estudantes exigem melhoria nas políticas de permanência estudantil, como aumento de bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. No dia 15 de abril deste ano, alunos relataram que encontraram um ninho de pombo dentro da cozinha do Conjunto Residencial da USP (Crusp). Ao g1, Henrique Pupio, diretor da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, disse que a reitoria não estaria disposta a ceder à pressão do movimento. "Acreditamos que essa intransigência tem levado a um maior tensionamento, que só poderá ser resolvido com a reabertura do diálogo com os estudantes", afirmou Pupio, que é estudante da Faculdade de Direito e diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto. "Quanto à Faculdade de Direito, estando em processo de assembleia hoje e segunda para deliberar a continuidade na greve. O XI de Agosto defende que a mesa de renegociação seja reaberta e que os estudantes sejam ouvidos. Somente o diálogo poderá resolver a situação", completou. Estudantes afirmaram que um ninho de pombo foi encontrado na cozinha da moradia estudantil Arquivo pessoal Ocupação da reitoria da USP Imagens gravadas no local por um funcionário da universidade mostram o momento em que manifestantes pulam o portão da entrada e derrubam portas de vidro do edifício (veja abaixo). Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação. Durante a manhã de quinta (7), alunos chegaram a acampar em frente à entrada da reitoria. Após pularem o portão, os estudantes entraram no saguão da reitoria. O portão do lado de fora também foi derrubado. Policiais militares, alguns com escudos, acompanharam a movimentação à distância, mas não houve confronto. Estudantes da USP em greve há 3 semanas fazem manifestação e invadem reitoria da universidade Praça do Relógio e Reitoria da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Cecília Bastos/USP Imagens Greve nas universidades A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na USP, estudantes do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) afirmam que os prédios enfrentam problemas estruturais graves. A equipe da TV Globo esteve no Crusp na noite da quarta-feira (6) e registrou várias luminárias queimadas, entre outros problemas estruturais devido à falta de manutenção. Há pisos, janelas, azulejos e canos velhos e quebrados. Quartos com mofo, infiltrações que não são resolvidas. Em uma cozinha coletiva, as luzes nem sequer acendem. Em uma outra, o fogão está com um vazamento de gás, e os alunos precisam desligar o registro geral embaixo da pia. Na Unesp, estudantes do Instituto de Artes, na Barra Funda, também aderiram à paralisação. Eles pedem a ampliação de serviços básicos no período noturno, como atendimento médico e funcionamento da biblioteca até o fim das aulas. A mobilização ganhou força após a morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra realizada à noite na universidade, em 7 de abril. Segundo estudantes, os profissionais de saúde já haviam deixado o campus quando ela passou mal. O que dizem as universidades Em nota, a reitoria da USP lamentou a invasão e os danos ao patrimônio público. A universidade informou ainda que acionou forças de segurança para evitar a ocupação de outros espaços do campus. A Unesp afirmou que não foi procurada oficialmente por representantes do movimento estudantil, mas informou que as reivindicações serão discutidas na próxima segunda-feira em reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas. Já a Unicamp disse que mantém diálogo contínuo com entidades estudantis e direções das unidades e afirmou que prioriza políticas de permanência estudantil, incluindo moradia, transporte e auxílios financeiros.

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