Casas são interditadas por risco de desabamento em Indaiatuba após vazamento na rede de esgoto provocar rachaduras
Quatro casas do Jardim Pau Preto, em Indaiatuba (SP), precisaram ser interditadas pela Defesa Civil por conta do risco de desabamento. Segundo os moradores, os ...
Quatro casas do Jardim Pau Preto, em Indaiatuba (SP), precisaram ser interditadas pela Defesa Civil por conta do risco de desabamento. Segundo os moradores, os imóveis apresentaram rachaduras depois que um vazamento da rede pública de esgoto atingiu o bairro no início de fevereiro. O problema ocorre na Rua Hércules Mazzoni, onde outras duas casas também foram prejudicadas, mas não precisaram ser desocupadas. Imagens registradas nesta segunda-feira (9) pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram os estragos nas paredes de diferentes cômodos. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Os moradores precisaram deixar as residências e buscar abrigo na casa de parentes. Um laudo da Defesa Civil aponta que a rede pública de esgoto da rua apresentava entupimento e ausência de remanso, contribuindo para o agravamento das ocorrências. Eles afirmam, inclusive, que técnicos do Serviço Autônomo de Águas e Esgoto (Saae) estiveram no local no início do mês passado e que, à época, constataram que a tubulação estava cheia. A empresa disse em nota que vem acompanhando o caso desde o início e que os problemas não foram causados pela rede do empresa, mas, sim, por vazamentos internos. Rachaduras por todos os cômodos Casa tem rachaduras e é interditada em Indaiatuba Raul Luchesi/Arquivo Pessoal Entre as casas afetadas está a do Raul Luchesi. Os cômodos do fundo, um banheiro, a cozinha e um quarto, estão cheios de rachaduras profundas. Uma escora precisou ser colocada no meio de um corredor para evitar o desabamento. Ele, a esposa e os dois filhos, só podem acessar o imóvel para pegar algo rapidamente. "Nunca imaginamos. Foi um vazamento. Eu estava internado em hospital e falaram: 'está correndo água pelo registro'. Falei: 'fecha bem o registro para não ter'. Isso foi a noite. No dia seguinte, 2 de fevereiro, a Defesa Civil bateu aqui porque tinha as outras casas ruindo", comentou o morador em entrevista. Do lado de fora, as paredes rachadas também dão o indício de que o imóvel está passando por problemas estruturais. O depósito do botijão de gás chegou a se desprender da parede. "A gente está naquela coisa de desespero, porque são 32, 33 dias arcando com custo de comida, de lavar a roupa fora, de hospedagem, de locomoção”. “Até agora, nada. Até agora, não teve uma pergunta, um telefonema, nada que dissesse: 'ah, nós vamos fazer alguma coisa'. Nós estamos no escuro". Outra moradora prejudicada é a mãe do Alessandro Montalti. Ele conta que tudo começou durante um vazamento de esgoto na rua. Em apenas dois dias, apareceram várias rachaduras, que aumentaram e chegaram a quebrar os canos que levam água até a caixa. O jeito foi levar a mãe para morar na casa dele. "Eu levei ela para a minha casa, até por questão de segurança, de não poder ficar aqui, e pela questão psicológica. Aos 76 anos de idade, passar por uma situação dessa, acho que esse é o prejuízo maior. Até mais que o material". A casa ao lado também foi interditada pela Defesa Civil. A Meire Aparecida Farineli, que é a proprietária, conta que alugou o imóvel no fim do ano passado. Com o surgimento das rachaduras, a inquilina vai ter que deixar o imóvel. "A minha casa ainda está com as coisas da inquilina. Não posso chamar um perito nesse momento. Dia 18 agora vence 45 dias que ela tem para retirar as coisas. O perito cobrou R$ 17 mil. Nós vamos ter que entrar com advogado, sem contar com todos os custos que não devem ser baixos". Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.